IT uma obra prima do medo.

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    fallen angel
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    IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por fallen angel em Qua Jan 09, 2013 12:10 am

    IT uma obra prima do medo.

    Por algum motivo curioso, palhaços sempre tiveram o poder de assustar as massas, principalmente as crianças, mas muitos adultos também sentem um ligeiro calafrio diante dos homens de nariz vermelho. Se você é fã de horror, não pode perder esse obra.

    Stephen King já escreveu sobre gatos mortos-vivos, carros assassinos, zumbis, dragões, vampiros, lobisomens, hotéis mal-assombrados e todo o tipo de criaturas e situações assustadoras, mas nenhuma delas é mais aterradora e brutal que sua obra-prima sobre palhaços assassinos, A Coisa, escrita em 1985.

    A história começa em 1958, e gira em torno de sete crianças, pré-adolescentes considerados pela sociedade como desajustados, perdedores natos, que por obra do destino se tornam amigos inseparáveis, para enfrentar A Coisa, uma criatura maligna que desperta a cada 27 anos para se alimentar de carne humana, causando morte e destruição na pequena cidade de Derry (palco de outros romances de King, como Insônia e O Apanhador de Sonhos). A criatura tem um apetite especial por crianças e aparece com várias identidades, algumas vezes como o medo mais profundo da vítima, outras com formas e propostas sedutoras, nesse caso, na pele do palhaço Parcimonioso (ou Pennywise, no original).

    O grupo, que se auto-intitula “O Clube dos perdedores” é formado por: Richie “Boca-de-lixo” Tozier, um garoto com óculos de fundo de garrafa, amante de imitações e dono de uma língua ferina e traiçoeira, que lhe causa muitos problemas; Beverly Marsh, a única garota do grupo, que possui força, coragem e beleza sem igual; Ben Hanscom, apelidado pelo grupo como Monte-de-feno, devido sua obesidade quase mórbida, um garoto solitário e extremamente apaixonado por Bev; Mike Hanlon, garoto negro, um dos mais sensatos do grupo, que sofre com o racismo do arqui-inimigo, Henry Bowers; Stan Uris, judeu e amante de pássaros, talvez o elo mais fraco do grupo, devido sua maturidade elevada e extrema praticidade; Eddie Kabsprack, transformado em um garoto cheio de complexos por sua mãe, ele sofre com uma asma imaginária; e o líder Bill “Gaguinho” Denbrough, cujo irmão foi uma das primeiras vitimas da Coisa no início daquele ciclo.

    Eles enfrentam e derrotam o monstro, mas não o eliminam. Os sete então fazem uma promessa: caso a Coisa reapareça, eles deverão se unir novamente para exterminá-la de uma vez por todas. 27 anos se passam e todos acabam mudando de cidade, enriquecendo e esquecendo tudo sobre aquele verão, menos Mike Hanlon, que permanece em Derry como sentinela esperando um sinal. Finalmente a Coisa ressurge e Mike liga para cada um deles, lembrando-os do juramento. Eles então voltam para a cidadezinha, onde precisam enfrentar seus fantasmas e o fato de que talvez estejam velhos demais para enfrentar a Coisa.

    O filme apesar de comprid(), é extremamente cativante. A narrativa não-linear deixa a história mais dinâmica, mas de maneira tão bem executada que não a torna confusa, intercalando os eventos de 1958 e 1985. Temos também os interlúdios: anotações escritas por Mike Hanlon, onde ele escreve seus estudos sobre a influência da Coisa na região, durante centenas de anos.

    A proposta da trama é muito mais do que assustar, ela nos mostra o valor da amizade, da lealdade e da beleza da infância, mesmo durante os momentos mais difíceis, além da perda e do resgate da magia da infância. A Coisa se alimenta do medo das pessoas, e vai atrás de crianças por elas terem uma imaginação muito fértil, tornando-as presas muito mais fáceis e suculentas. Mas ela descobre que sua maior arma pode ser sua perdição, pois os sete amigos descobrem a crença dentro do medo e usam esse poder: segundo o raciocínio, uma bala de prata só irá funcionar contra um monstro se você realmente acreditar que ela irá resolver a situação.

    As crianças são freqüentemente pintadas como frágeis, mas King sempre coloca sua força em evidência, mostrando sua capacidade de lidar naturalmente com assuntos que destruiriam a sanidade de qualquer adulto. Mesmo sabendo que o eminente confronto com a Coisa se aproxima, o membros do clube ainda encontrar tempo para brincar, como crianças normais. Eis que surge o desafio: quando eles retornam a Derry, estão com quase quarenta anos, e precisam encontrar um modo de reconquistar a essência da infância, ou todos sucumbirão.

    A Coisa deixou sua marca em todos eles, e apesar de Bill, Ben, Beverly, Stan, Ritchie e Eddie terem esquecido tudo sobre a cidade e eles mesmos e terem alcançado uma excelente situação financeira tornaram-se incapazes de gerar filhos, enquanto o ser maligno estivesse vivo, uma espécie de aviso sobre a missão inacabada, como se dissesse que enquanto as inocentes crianças de sua antiga cidade continuassem a sucumbir, eles não teriam direito a suas próprias crianças.

    King evita mostrar a origem da Coisa durante a maior parte do romance, brincando com o medo do desconhecido e quando ele nos revela parte do mistério, a obra perde um pouco de sua força, mas ainda assim, sua verdadeira forma, felizmente, nunca nos é revelada. Temos também o horror explícito e o artifício da intertextualidade, já que ela representa o arquétipo do lobisomem, podendo transformar-se em qualquer coisa, e ela o faz, surgindo na forma de vampiros, espectros, insetos gigantes, aves pré-históricas, e monstrengos em geral. Ou seja, o autor reúne todos os tipos de criaturas macabras em uma única obra, como se fosse um gigantesco circo de horrores.

    O gênero Horror costuma lidar com dois tipos de mal: externo e interno. A Coisa também representa ambos. Externo porque ela veio de outro lugar, outro mundo, outro tempo e se estabeleceu no nosso. Interno por ter chegado aqui nos primórdios da humanidade, e sua relação com a cidade de Derry é tão estreita que ambas parecem uma só, uma simbiose quase perfeita. Em determinadas passagens, principalmente nos interlúdios, descobrimos que os habitantes são inconscientemente dependentes do terrível ser, muitas vezes sendo influenciados por ele.

    O mestre também não economiza em sua prosa detalhista, descrevendo com perfeição a cidade e criando análises minuciosas de cada personagem, fazendo com que nos identifiquemos com eles de tal maneira que pareçam pessoas reais e próximas a nós. Um recurso que freqüentemente torna o início de suas obras entediantes, mas que aqui faz com que a narrativa fique muito mais interessante.

    Novamente os vilões humanos roubam o espetáculo dos sobrenaturais, desta vez temos a figura de Henry Bowers, o valentão da escola em 1958, tão cruel quanto burro, é responsável pelos momentos mais angustiantes e revoltantes da história. A desconstrução psicológica do personagem no decorrer da história é perfeita, ganhando inclusive do escritor Jack Torrance, em O Iluminado. Ele começa como um brutamontes típico, e vai perdendo sua sanidade aos poucos, tornando-se cada vez mais violento e psicótico, e causando grande danos físicos, emocionais e psicológicos ao clube, até que cruzar definitivamente linha da estabilidade mental. Uma das maiores armas da coisa contra as crianças, já que ele representa o medo racional, concreto, que não pode ser detido pelo poder da crença.

    Apesar de excelente, A Coisa não é aconselhável para aqueles que estão iniciando Stephen King, por possuir uma grande quantidade de passagens polêmicas, repulsivas, e chocantes. Mas aqueles que tiverem coragem, serão recompensados por uma das mais intensas e angustiantes narrativas já criadas por King, uma fábula sobre companheirismo, amor e o poder da crença. E acreditem quando digo: vocês nunca mais verão os palhaços da mesma maneira.




    CURIOSIDADES: LIVRO

    - Mike Hanlon refere a falta de crime no Texas devido à água, uma possível referência à história "O Fim da Confusão Toda" do livro "Pesadelos e Paisagens Noturnas: Volume I".

    - Gatlin, palco de "As Crianças do Milharal" do livro "Sombras da Noite" é mencionada. Assim como Hemingford Home, Nebraska (locações do conto "O Último Degrau da Escada" também do livro "Sombras da Noite", da novela "A Dança da Morte", e da coletânea de noveletas "Ao Cair da noite").

    - O carro que dá carona à Henry é um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco, assim como Christine.

    - O pai de Mike Hanlon fala sobre um colega de guerra chamado Dick Hallorann, personagem de "O Iluminado".

    - No conto "Matéria Cinzenta" do livro "Sombras da Noite", um dos personagens disse que seu colega deixou o emprego porque tinha visto nos bueiros em que trabalhava, uma aranha gigante.

    - Steven Bishoff Dubay, um dos garotos que espanca Adrian Mellon é mandado para a prisão de Shawshank.

    - Beverly faz menção à Frank Dodd, personagem de "A Zona Morta".

    - Haven, cidade palco de "Os Estranhos" é mencionada. No mesmo livro há uma parte em que duas crianças viajam à Derry e dizem ter visto um estranho palhaço com olhos de prata, segurando vários balões. Também, um dos personagem houve um barulho esquisito vindo do ralo do banheiro.

    - Derry também é a cidade do livro "Insônia", onde a morte de Adrian Mellon é mencionada. Mike Hanlon faz uma aparição, e há uma menção à Ben Hanscom.

    - Na série A Torre Negra há um robô apelidado de Gago Bill.

    - Em "O Apanhador de Sonhos", quando estão perseguindo o Sr. Cinza, Henry e Duddits passam por um monumento construído em homenagem aos "Perdedores" com uma pichação nela dizendo "Parcimonioso Vive".

    - Em "Duma Key", na página de permissões de uso de direitos autorais está a música "Dig' by Shark Puppy" de R. Tozier e W. Denbrough.

    - Paul Sheldon de "Angústia" foi vizinho de Eddie Kaspbrak na infância.

    - Patrick Hockstetter, uma das crianças do livro, também é um nome de um personagem de "A Incendiária", entretanto, não são o mesmo sujeito.


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    Re: IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por TDark em Qua Jan 09, 2013 1:11 am

    gostei da primeira historia '-' IT


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    Re: IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por Caiopie em Ter Fev 12, 2013 5:17 pm

    gostei é um clássico


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    merda Parabéns vc foi até o final da assinatura lol!
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    Re: IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por Vini3 em Dom Fev 24, 2013 10:13 am

    nunca vi o filme mas fiquei curioso vo baxar aqui
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    Re: IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por Caio Hudson em Dom Fev 24, 2013 10:44 am

    Esse filme é massa gnt recomendodo king

    Olhudo
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    Re: IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por Olhudo em Sab Jul 13, 2013 1:46 pm

    Já vi este filme,adorei,senti medo um pouco do palhaço,ele me dava nos nervos(era um pouco tenso),mais assisti até o final,ótimo filme recomendo muito .
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    Re: IT uma obra prima do medo.

    Mensagem por ferboss em Dom Jul 21, 2013 1:08 pm

    Único palhaço da história dos cinemas de filmes de terror q merece respeito! Clássico


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    Re: IT uma obra prima do medo.

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