A lenda de Peak of Lonlyness

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    ItachiUchihaJaggerJack
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    A lenda de Peak of Lonlyness

    Mensagem por ItachiUchihaJaggerJack em Ter Abr 16, 2013 8:30 pm

    Essa é a história de três jovens: Teles, Sandra e Austin. Eles
    desapareceram sem deixar rastros há 3 anos, e tudo que a polícia
    conseguiu encontrar para fins de investigação, foi uma câmera e um
    gravador. Eles eram donos de um blog, onde postavam vídeos de sua
    própria autoria. Geralmente, pegavam contos e lendas sobrenaturais e
    tentavam provar sua veracidade, sempre filmando suas "aventuras". Austin
    era o câmera-man, enquanto os outros dois "apresentavam".

    Seu último post no blog, foi sobre a lenda de Peak of Lonlyness,
    uma cidadezinha, estilo velho oeste, num deserto dos EUA. Diz a lenda
    que ninguém consegue ficar por mais de sete dias nessa cidade. Os três
    resolveram que essa seria sua próxima "aventura". Então, viajaram até lá
    e levaram seus equipamentos de filmagem e sua van.

    Tudo que será descrito a seguir foi encontrado numa câmera de vídeo e em um gravador de áudio. São vários vídeos e áudios.



    DIA 1

    Chegada na cidade e início das gravações.

    Teles vê
    uma placa na entrada da cidade. Nela estava escrito em letras garrafais:
    "Bem-vindo à Peak of Lonlyness", e acima disso, estava escrito com uma
    substância que eles acreditaram ser sangue: "Vá embora".
    Sandra
    então conta sobre a lenda da cidade para a câmera. Diz que ninguém
    consegue ficar lá por mais de sete dias. Teles completa, dizendo que
    existiam outras lendas sobre o local, uma delas dizia que espíritos de
    nativos habitavam a cidade, outra, que as casas tinham vida própria e
    andavam.
    Eles entram na cidade.
    A noite,
    eles reúnem-se em volta de uma fogueira, deixando a câmera filmá-los a
    certa distância (provavelmente em um tripé). Os jovens estavam munidos
    de um gravador e o deixaram ligado.
    Eles
    escutam sons de grilos e sapos, que são os típicos sons da noite. O
    detalhe que eles deixaram passar, era o fato de que estavam em um
    deserto, onde não existem grilos ou sapos. Repentinamente, o som pára,
    mas não apenas o dos animais, como também o da fogueira e sua
    respiração.
    - Isso é
    muito estranho! - diz Teles - Ouçam, todo o som sumiu, menos os de
    nossas vozes. Espere, vou mostrar aqui o que o meu gravador gravou.
    Entretanto, no gravador os sons não pararam.
    - Acho melhor nós irmos dormir - diz Austin.
    Então
    eles apagam a fogueira e se cobrem em sacos de dormir. Austin deixa a
    câmera ligada durante a noite. Após cerca de duas horas, quando eles já
    se encontravam em sono profundo, a fogueira misteriosamente se acende, e
    a câmera passa a gravar a fogueira acesa.

    DIA 2

    Eles
    acordam. Sandra fala para a câmera que eles darão um passeio pela
    cidade. Eles andam calmamente pelas ruas desertas, quando de repente,
    coisas começaram a ser arremessadas no ar.
    Aparentemente, não havia ninguém arremessando nada, e os objetos que não foram possíveis identificar no vídeo, voavam sozinhos.
    Eles voltam para o acampamento. Encontram o computador quebrado. Desligam a câmera.
    Sandra
    faz outra apresentação para a câmera dizendo que já estava passando de
    meio-dia, e narra o acontecido da manhã. Eles vão novamente para a
    cidade, e vários objetos voam de dentro das casas, como se estivesse
    ocorrendo um furacão. Entretanto, o vídeo não grava nenhum vento.
    Entram em
    uma das casas e separam-se. Austin fica com a câmera e Teles com o
    gravados. Sandra está de mãos vazias. De repente, manchas escuras surgem
    e puxam as pernas de Sandra e Teles em direções opostas. Eles perguntam
    se Austin viu o que os puxou. Austin afirma não ter visto nada, apenas
    seus corpos caindo.
    Alguns minutos depois, todas as portas da casa se abrem sincronizadamente, acompanhadas de um barulho muito alto.
    Os três saem correndo de lá.
    À noite,
    Austin para de gravar, para assistir o que foi gravado, mas deixa o
    gravador ligado. Ele descreve as manchas escuras que puxaram Teles e
    Sandra e afirma que vai dormir na van, e não sairá de lá até que eles
    tenham saído da cidade.
    O gravador é desligado e a câmera ligada.
    Novamente a câmera é colocada no tripé e filma durante a noite. E a
    fogueira permaneceu acesa misteriosamente, como na noite anterior.

    DIA 3

    Teles e
    Sandra vão para a cidade sozinhos. Eles andam pelas ruas, falando que
    esperam encontrar assombrações, Teles com a câmera.
    Entram em outra casa. Sandra afirma que parecia que as casas haviam mudado de lugar na cidade. Teles ri.
    Lá dentro, separam-se. Teles, portando o gravador, vai para o andar de cima e deixa Sandra no de baixo com a câmera.
    Ela anda pela casa usando visão noturna, pois as janelas da casa estavam fechadas e lacradas com tábuas.
    Ela afirma que não enxerga quase nada.
    De repente, escuta-se a voz de Austin dizendo:
    - Acho melhor sair da casa!
    Sandra responde:
    - Não, seu medroso! Precisamos investigar a cidade toda. Se não quer ficar aqui, por que veio? Sai daqui, Austin.
    Ao mesmo tempo que isso acontecia, Teles, no gravador, caminha e
    tropeça, derrubando-o no chão. Ouve-se barulhos dele tateando o chão,
    tentando encontrar o objeto no escuro. Ouve-se um ruído, é o gravador
    sendo pego.
    A voz de Austin:
    - Aqui, o gravador.
    - Austin, o que está fazendo aqui?
    - Acho melhor irem embora!
    - Só depois de ver a casa.
    Eles
    retornam ao acampamento e encontram Austin dormindo. Eles acordam o
    amigo para contar o que aconteceu, e ele lhes conta o sonho que teve.
    - Foi estranho, um espírito se aproximava de mim e dizia que era melhor sairmos da cidade agora.
    - Austin -
    diz Sandra - sabemos que você quer sair da cidade, mas não precisa
    inventar essas coisas. Nós não nos assustamos tão facilmente. Aliás, não
    sairemos daqui até o sétimo dia!
    - Mas é sério, eu sonhei com um espírito e ele disse que coisas ruins iriam acontecer se nós não saíssemos da cidade logo!
    - Austin, pare com isso - falou Teles.
    - Mais uma coisa... - falou Sandra - se está com tanto medo, por que entrou na casa?
    - Eu não entrei na casa. Fiquei aqui o tempo todo! Vejam, estou até tentando consertar o computador.
    - Mas eu ouvi a sua voz!
    - É, e você me deu o gravador de volta!
    - Desculpem, mas eu não entrei lá!
    Eles
    desligam a câmera e ligam logo em seguida. Sandra conta para a câmera
    que, revisando as filmagens, não havia ninguém na casa, mas escutou-se a
    voz de Austin na filmagem e na gravação de Teles.
    - Impossível! - afirma Teles - Eu vi uma silhueta que parecia o Austin e ele me deu o gravador. Se não era ele, o que era?
    - Não sei! - fala Austin - Mas esse é mais um motivo para eu não sair da van.
    Ao dizer isso ele volta para o carro. A câmera é desligada.
    A câmera é ligada novamente quando eles vão dormir, e deixada no tripé
    filmando. A fogueira continua acesa, e dessa vez, vê-se claramente uma
    sombra passando pela fogueira e, logo após isso, a mesma se apaga.

    DIA 4

    Teles
    conta para a câmera que trouxe consigo uma arma, para a proteção dele e
    dos amigos, e afirma que resolveu leva-la com ele desta vez.
    Teles e Sandra vão para a cidade. Austin fica na van.
    Enquanto
    caminham pela cidade quando aparentemente são empurrados em direções
    opostas. Sandra cai no chão portando a câmera, que consegue filmar Teles
    caindo dentro de uma casa há alguns metros de distância.
    Eles se
    levantam. Teles fica na casa enquanto Sandra se aproxima dele. Ao chegar
    bem perto, a porta se fecha subitamente! Ouve-se gritos e batidas muito
    violentas na porta. Sandra tenta abrir a porta, mas ela parece estar
    trancada.
    Os gritos
    param e ouve-se uma última e violenta batida contra a porta. Ela gira a
    maçaneta e a porta se abre. Ao entrar na casa, Sandra procura por
    Teles. Ela encontra o gravador jogado no chão, e anda pela casa chamando
    pelo nome do amigo. Ela anda muito rápido por todos os cômodos da casa,
    e enfim, retorna à sala principal. Se escuta uma voz dizendo:
    - Eu disse para saírem...
    Sandra
    começa a correr com a câmera na mão para fora da casa. Quando chega ao
    acampamento, conta a Austin o que aconteceu. De repente, ela vira a
    câmera para o outro lado e lá está Teles, com a cabeça baixa e a arma na
    mão.
    - Ainda bem que o encontrei! - falou Sandra - Eu estava preocupada. O que aconteceu dentro daquela ca...
    Ele
    levanta a cabeça em um gesto rápido e carrega a arma. Teles aponta a
    arma para seus amigos. Austin com o susto se joga no chão e Sandra se
    esquiva para a esquerda, segurando a câmera. Teles aponta a arma para a
    própria cabeça.
    - Disse para vocês saírem da cidade! - diz ele com uma voz sombria.
    Sandra
    deixa a câmera no chão e pula em cima dele antes que aperte o gatilho. O
    que aparece no vídeo são suas pernas, e é possível identificar uma luta
    pela posse da arma, até que Teles cai no chão.
    Sandra pega a câmera e conta que Austin golpeou o amigo na nuca para que
    ele parasse. Quando vira a câmera para filmá-lo no chão, ele não está
    lá.
    - Vamos sair daqui! - diz Austin.
    - Não sem o Teles!
    Austin e Sandra resolvem dormir juntos e deixam a câmera novamente
    ligada no tripé. Após algum tempo que eles estão dormindo, a câmera fica
    escura. Quando volta, está filmando uma imagem diferente. A imagem
    parece com um rosto, muito perto da lente.

    DIA 5

    Sandra e Austin acordam mais cedo e vão procurar por Teles, afirmando que ele estava possuído no dia anterior.
    Eles andam pela cidade e entram em algumas casas, sempre gritando pelo nome de Teles.
    Logo
    escuta-se um barulho e a câmera para trás, a tempo de ver um vulto
    entrar em uma casa. Eles vão até lá. Ao entrar, afirmam não conseguir
    ver muita coisa, pois as janelas estão bloqueadas. A câmera tem uma
    visão noturna, mas andar olhando através dela é difícil.
    Uma porta
    se fecha violentamente atrás deles e algo puxa Sandra para dentro de um
    cômodo, cuja porta também fecha. Ouve-se gritos de Sandra, e Austin
    tenta abrir a porta. Então, Austin e a câmera são arremessados contra a
    parede por algo que não foi possível identificar.
    Ele se levanta. A porta do cômodo em que Sandra está presa, abre. Ele a puxa para fora, e vão juntos para fora da casa.
    imediatamente vê-se Teles, de costas para eles, com uma arma na mão. Ele
    a levanta e aponta para sua cabeça. Sandra tenta agarrá-lo para
    impedi-lo. Austin larga a câmera e corre em direção a eles. Novamente se
    constata uma luta. Logo, a arma é jogada para longe e Teles cai
    desmaiado. A câmera é desligada.
    Liga-se a câmera. Já é noite. Teles afirma não lembrar o que aconteceu.
    Os três vão dormir e, novamente, deixam a câmera no tripé. A câmera
    grava uma silhueta masculina parada em pé, próximo aos três por um bom
    tempo e depois vai embora.

    DIA 6

    Esse é
    o sexto dia deles na cidade de Peak of Lonlyness. Só faltava mais um
    dia, além de hoje, para eles detonarem o mito. O mito que dizia que
    ninguém conseguia ficar na cidade por mais de sete dias.


    Austin liga a câmera filma os dois amigos, que parecem estar muito
    perturbados. Eles contam que acabaram de ver a gravação noturna, e falam
    sobre a silhueta masculina parada perto deles.
    Eles começam a olhar em volta, como se enxergassem algo, mas a câmera não filma nada.
    - Quem são eles? – indaga Sandra
    - Não sei... – gagueja Teles
    Lentamente os três levantam e caminham calmamente em direção à van. Austin permanece filmando o nada. Sandra murmura:
    - Eles estão girando a cabeça em nossa direção...
    - Continua andando. – diz Austin
    Eles começam a correr. Entram na van e tentam ligá-la.
    - Ela está muito tempo parada, - diz Austin - Vai ser difícil ligar.
    Teles continua tentando ligar a van. Sandra começa a chorar e gritar.
    Austin se mantem na parte traseira, e continua filmando o nada.
    A van começa a chacoalhar e escuta-se batidas. Sandra entra em desespero
    e Austin tenta acalmá-la. Teles liga a van, pisa fundo e logo estão
    fora da cidade.
    Austin vira a câmera para o nada e diz que não vê mais nada.
    - Aquilo não era real, achei que iríamos morrer. – diz Sandra, aos prantos
    - Bem, - diz Teles - Não quero nunca mais voltar aí. Agora sabemos que a lenda é real.
    - O melhor - falou Austin - é que temos tudo gravado. Esse vai ser o nosso melhor post no blog!
    - Que seja!- disse Sandra - Eu só quero voltar para casa.


    As investigações da polícia afirmam que eles voltaram para casa.
    Reuniram-se na casa de Austin para editar os vídeos e fazer os posts
    para o blog. A polícia encontrou um rascunho de post que nunca foi ao
    ar, onde dizia:



    “Acabamos de chegar da
    viagem mais louca de nossas vidas! Gravamos tudo em vídeo e vamos postar
    aqui. Podemos afirmar que a lenda de Peak of Lonlyness é real, e
    que tivemos contato com espíritos de verdade. Vamos assistir agora
    nossos vídeos e logo depois postaremos. Abraços de Austin, Teles e
    Sandrinha.”

    Tudo que você ler a partir daqui é exatamente o que estava no último vídeo encontrado na câmera:

    Alguém
    segurando a câmera entra na casa de Austin. A pessoa sobe, vai até o
    quarto de Austin e abre a porta. Pode-se ver Austin, Sandra e Teles
    sentados em frente à um computador vendo um vídeo. O vídeo era
    exatamente o que essa câmera estava filmando. Os três, então, olham para
    trás bem devagar e, quando fixam o olha na câmera, ela cai no chão. A
    câmera filma a porta do armário. Ouve-se um barulho muito alto, gritos e
    a câmera desliga.

    Nunca mais ouviu-se falar dos três amigos.
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    Re: A lenda de Peak of Lonlyness

    Mensagem por Grimmjow Jaggerjack em Ter Abr 16, 2013 10:39 pm

    ALEEEEEEEKS!


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    Re: A lenda de Peak of Lonlyness

    Mensagem por RicardoBR em Qua Abr 17, 2013 9:18 am

    Uma puta de uma lenda, gostei muito, porém o final poderia ter sido diferente '-'.


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    SHHHH, vá dormir!.

    Misaky-Mei
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    Re: A lenda de Peak of Lonlyness

    Mensagem por Misaky-Mei em Qua Maio 01, 2013 3:48 pm

    Gostei Alex escritor

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    Re: A lenda de Peak of Lonlyness

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