A escuridão - Cap. 2 : O ser misterioso

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    KillerBr1
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    A escuridão - Cap. 2 : O ser misterioso

    Mensagem por KillerBr1 em Qui Maio 02, 2013 3:18 pm

    Acordei de manhã com meu irmão me balançando tentando me despertar,então fiquei desesperado com a imagem do monstro na minha cabeça,ele me perguntou o que havia acontecido,contei sobre o fato e então ele começou a rir,não acreditando no que ouvira,pensando que eu estava ficando louco. Então ele disse: "Vamos,temos que arrumar essa bagunça,você deve estar ficando louco pela morte de nosso tio,nosso pai chegará a noite e ele não quer ver toda essa bagunça".
    Fui ao banheiro e me olhei no espelho,eu estava pálido,sentia uma estranha dor na cabeça,quando coloquei a mão sobre ela,estava sangrando,havia um profundo corte na minha cabeça,devia ser pelo tombo que tomei tentando subi-la rapidamente.
    Comecei a me sentir mal,como se eu estivesse fora de si,olhei para nossa banheira e ela estava transbordando,com uma cor escura,eu não conseguia distinguir o que era,quando percebi era sangue,o fedor impregnava o banheiro,eu tomei coragem e coloquei a mão lá para ver o que havia dentro,agarrei-me em alguma coisa e puxei,quando eu vi era nosso tio Edward,fiquei com uma cara de espanto e sai correndo,desci os degraus e fui correndo para a porta da frente,ela estava trancada e a chave havia sumido. Fui então correndo para a porta dos fundos e estava a mesma coisa,ouvi um sussurro vindo do porão e,já que não podia fugir nem se esconder daquilo,eu havia de enfrentar meu medo.
    Fui até o porão e liguei as luzes,não havia nada,porém,eu comecei a perceber uma luz forte vindo da gaveta de uma velha escrivaninha que estava lá,esquecida. Abri-a e aquela luz se espalhou por todos os lados,me deixando cego,até que eu percebi que não estava no porão,e sim à frente do espelho,não havia mais nenhum corpo na banheira,lavei meu rosto e fui ajudar meu irmão a limpar a casa.
    Ela estava uma bagunça,mas,com a ajuda do meu irmão,iriamos acabar de arrumá-la rapidamente,limpamos tudo e quando eu estava subindo as escadas para ir ao meu quarto,eis que ouço uma voz,uma voz vindo do porão,abri-o e percebi que havia uma escrivaninha lá,que eu nunca havia reparado,logo percebi que era a mesma escrivaninha que eu tinha em meus sonhos,comecei a perceber que não era da minha cabeça,e sim era tudo real,que a visão que tive era real.
    Desci as velhas escadas,que já não aguentava mais tanto peso,já estava pronta para despedaçar-se se alguma coisa com algum peso a mais passasse por ela.
    Abri todas as gavetas,todas elas estavam vazias,porém havia somente uma,com uma tranca,uma tranca muito estranha,quando reparei nela,vi de canto de olho no chão um envelope,e dentro deste envelope havia uma carta e uma chave muito estranha que combinara com aquela tranca,na carta havia escrito "Para Edward. Tome cuidado para não tentar fazer alguma coisa além do que me prometeu,ou acabará sofrendo consequências muito graves".
    Destranquei a gaveta e abri-a,ela estava meio emperrada mas com um pouco de força consegui abri-la e dentro dela havia um livro,este livro estava cheio de pó,e o título era incompreensível,e seus textos também.
    Coloquei o envelope no armário junto à carta e tranquei-os na gaveta,trouxe a chave comigo e o livro também,tranquei a porta do porão e subi correndo para meu quarto,queria compreender o que estava havendo ali, o por que daquele ser misterioso estar me perseguindo? Por que somente agora?
    Fui no meu computador e pesquisei aquele tipo de linguagem,não havia nenhuma língua que fosse igual ou parecida,então fui à um fórum para perguntar o que era aquilo,recebi uma mensagem de um usuário anônimo,que dizia: "Este livro é raro,me encontre no centro,você não precisa me identificar,eu irei até você".
    Fui ao centro,apareceu um homem de aparência jovem na minha frente me perguntando sobre o tal livro,eu respondi que tinha ele e fomos até uma loja de antiguidades que aparentemente era de seu avô,era um senhor que ficava no balcão,ele havia óculos escuros,eu estava pensando em perguntá-lo se ele era cego mas desisti,estávamos indo à uma sala vazia,escura,livre de qualquer luz,quando dei um passo para dentro da sala o senhor passou por mim e disse: "sou cego,mas só dos olhos,de espírito posso enxergar até demais".
    Fiquei arrepiado quando ouvi aquilo,entrei na sala e me deu uma sensação de que havia mais alguém ali,alguém me vigiando,o homem fechou a porta e desenhou um círculo vermelho com um retângulo dentro no chão,de inicio eu pensava que ele era um lunático,mas depois ele pediu-me o livro,e disse: "Este livro não pertence à você,você é muito jovem e não entende sobre essas coisas". Franzi a testa tentando entender o que ele estava querendo dizer,e ele me disse: "Você deve estar muito confuso agora,irei esclarecer o que isso significa".
    Ele disse que aquele livro era especial,que era o livro dos adoradores do diabo,eu pensei que ele era um completamente idiota por falar aquilo,e se o livro fosse mesmo daquele nome,seria mais um livro ridículo de contos".
    Enquanto ele lia,fiquei examinando a sala,toda vazia,feita de madeira,fria,eu tinha uma sensação desconfortável naquele lugar,então,ele estendeu suas mãos para mim e eu o encarei com uma cara de desconfiança,ele disse: "Vamos,tenha coragem,irei fazer um ritual de passagem,mas,vou logo avisando,não haverá mais volta a partir que você me der suas mãos".
    Eu pensava que era uma ideia idiota a dele,dei as mãos e ele pediu-me para fechar os olhos,eu fechei e ele começou a ler com uma língua incompreensível,sua voz começou a mudar de repente,comecei a sentir uma leve pontada em meu pulso,em seguida senti uma forte dor,gritei e abri meus olhos,o ritual tinha sido incompleto,havia umas letras estranhas tatuadas em meu braço,junto com alguma coisa que parecia ser um pilar ou um braço.
    O homem disse: "Por que você parou com o ritual?Se não terminar será condenado à ficar com aquelas sombras te atormentando pelo resto de sua vida" completou.
    Fiquei com medo de continuar,pois não sabia no que estava me metendo,mas continuei mesmo assim.
    Ele voltou a falar as frases do tal livro e quanto mais alto ele falava mais dor eu sentia,até ficar insuportavelmente forte e não aguentei mas,larguei suas mãos e ele havia me dito que o ritual havia acabado,que era pra eu olhar o livro,eu olhei e as letras agora estavam compreensíveis,tudo aquilo que eu achava estranho,até a capa,desembaralharam e formaram palavras normais,que somente quem fizesse o ritual de passagem poderia ler.

      Data/hora atual: Ter Dez 18, 2018 6:39 pm