O planeta dos MIL "seres" -parte 1

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    demonestro
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    O planeta dos MIL "seres" -parte 1

    Mensagem por demonestro em Sab Mar 12, 2016 12:36 am

    Acredito que a esta hora os doutores deste maldito hospital psiquiátrico já devem ter encontrado esta carta junto ao meu corpo no chão de minha “cela”, não, esta não é uma carta de suicídio agradecendo meu familiares ou culpado alguém por algum male que me levou a este estabelecimento, esta carta é para falar a história verdadeira e acabar com este mistério, acreditem em mim pois tudo que escreverei a seguir é real, apesar de eu não possuir nenhuma foto ou vídeos e, caso vocês forem atrás do local, não encontrarão nada além de pilhas de madeira podre e alguns ratos já decompostos.
    Era uma tarde chuvosa de quarta-feira, os cavalos passavam às pressas na avenida principal de nossa pequena cidade e eu ia para a casa de minha amada, cujo era apenas amigo, lhe trazia flores, margaridas pois ela amava, e chocolates finos. Chegando em sua casa pude notar a sua ausência, pois nunca negaria abrir a porta a minha pessoa, então, lastimando, voltei para casa em meio a chuva e a lama (não vou culpa-la, afinal ela me considerava seu melhor amigo, provavelmente deveria ter saído com algum barão de altas terras pois sua beleza era capas de encantar qualquer homem) chegando em minha humilde casa eu acendi o fogão e pus a chaleira no fogo, não demorou muito para o careteiro bater em minha porta e deixar em minhas mãos uma carta desprovida de qualquer informação de que enviara:
    Caro Sr. Peterson, venho através desta carta lhe fazer um convite formal para jantares em minha residência, uma carruagem ira busca-lo hoje as 22:30, favor vestir-se a caráter e, caso o possível, traga sua acompanhante.
    Atenciosamente Dr. AS.
    Ao finalizar esta carta eu corri para meu aposentos atrás de minha melhor vestimenta, mas algumas perguntas não saíram de minha cabeça até a chegada da carruagem, quem será “Dr. AS”, “porque ele quer jantar comigo” e “será que levo minha “amada” junto?” E claro não tive coragem de retornar a cidade e voltar de mão vazias, a carruagem chegou exatamente as 22:30, como prometido, e não demorou muito para eu embarcar e sentir os leves toques do veludo das poltronas de alta classe dessa carruagem.
    Foi quase 1h de viagem até ter a vista do grande castelo do Dr. AS e nesse exato momento um frio mórbido subiu e percorreu toda a minha espinha, não sabendo a real fonte deste calafrio eu apenas ignorei, ao chegar na porta do castelo a carruagem parou e um de seus serviçais abriu a porta para mim e me guiou até o hall de entrada, chagando lá falou com uma voz baixa e rouca:
    -Aguarde um instantes, irei avisa-lo de sua chegada Sr. Peterson.
    Logo após seu serviçal ter saído do hall eu, como de costume, comecei a analisar cada centímetro do estabelecimento, o lugar era impecável, a porta principal era de uma rara madeira chamada mogno com um arco de calcário e detalhes em ouro, logo em seguida vinha um tapete de cor vermelha do veludo mais puro que já ousei tocar em minha humilde vida, nas laterais 2 portas de cada lado muito bem alinhadas  e no lado direito de cada porta uma armadura de cavaleiro tão polida que eu poderia ver meu reflexo, bem no centro do hall içado no teto tinha um lustre de tamanho exorbitante e no final do hall havia uma escada que acabava em uma bifurcação.
    Esperei em torno de 10 minutos até ter algum tipo de resposta, a porta em minha direita abriu e de dentro saiu o mesmo serviçal apontando o caminho que eu deveria percorrer para chegar ao salão de jantar, os corredores eram estreitos e demasiadamente sombrios, haviam grandes janelas mas por ser noite elas acabavam sendo meio inúteis, ao chegar no salão dei de cara com estatuas magnificas de características indescritíveis, sua beleza era fora do comum, a sala era grande e confortável, na parede do fundo havia uma grande lareira com detalhes a ouro, nas demais predes haviam mais dessas estatuas magnificas e grandes janelas, no teto haviam diversos lustres dos mais variados tipos e cores, e, finalmente, no centro da sala uma vasta mesa farta das melhores comidas que o homem pode conhecer com o Dr. As sentado em sua ponta, ele era um tanto quanto estranho, pele enrugada que aparentava ter em torno de 60 anos, trajava um longo roupão vermelho, desprovido de cabelo e sobrancelhas, com uma cara certamente carismática e segurava em sua mão direita uma taça de vinho.
    Quando cheguei perto da mesa o serviçal deu meia volta e fechou a porta que estava atrás de mim, o Dr. As fez um gesto para que eu sentasse ao seu lado em uma cadeira ornamental extremamente confortável, “AS” deu um grande gole em sua traça de vinho e abriu a boca para pronunciar algumas palavras com sua rouca voz:
    -Diga-me Sr. Peterson, porque aceitaste meu convite, sendo eu um rico em um território desprovido de seu conhecimento?
     
    Eu gelei ao escutar essas palavras pois realmente não sabia o que responder, então eu basicamente falei que queria desvendar quem era esse tal de Dr. AS (realmente não sei porque respondi isso mas pouco importa agora), ele deu um riso e falou que eu poderia comer a vontade, afinal era seu convidado, fiquei conversando com ele por aproximadamente 1h e descobri que ele , quando jovem, era um grande explorador, com cabelos loiros e uma pele lisa, mas agora que está velho e solitário ele aderiu a este entranho hobby de trazer pessoas aleatórias a suas terras para fazer novas amizades.

    Ao reparar a minha fartura ele pediu para que seus serviçais recolhessem a mesa e me conduzido até uma sala cheia de estantes de livros que iam do chão até seu alto teto, era uma sala pouco iluminada mas havia uma grande lareira que nos fornecia luz e calor, livros robustos se encontravam espalhados por todo o chão da sala, no centro da sala havia uma mesa com 2 pilhas de livros em cima e 4 cadeiras postas nos dois lados da mesa, ele puxou uma cadeira e pediu para que eu senta-se nela, agradecendo o gesto de solidariedade, eu sentei e o agradeci.

    Parte 2: 19/03/2016


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    in tenebris in clara luce dolorem vergit, cum mors advenerit minime exspectes ducam te venire et in novíssimis abyssi anhelantem aeternae obruat

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