Correntes Da Alma

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    Correntes Da Alma

    Mensagem por Logom em Sab Maio 04, 2013 11:25 am

    Correntes Da Alma
    Eram 3 da manhã,eu acordei de repente,minha cabeça doia,meus olhos ardiam,parecia tudo normal no quarto.Eu levantei devagar,me apoiando numa mesinha onde ficava o computador,estava tonto,fui até porta do qaurto escorado na parede,uma parede azul,mas aquela altura estava negra com pontos brancos e vermelhos,estava tudo escuro no quarto.Eu estava muito tonto ali,muito cansado e fora de mim,tanto que nem reparei na parede,ou na sombra atrás da porta,apenas a abri;estava tudo escuro,as luzes estavam apagadas,a janela meia aberta que ia pra frente e pra trás com a leve brisa que batia ali;olhei em volta,andei lentamete escorado na parede até a cozinha,até que meus olhos se acostumaram com a penumbra,e eu vi,2 olhos negros,em meio a escuridão,algo mais negro que o próprio preto espreitava ali,era uma sombra negra,que me observava,eu olhei fixamente em seus olhos,ela os arregalou e deu um passo para trás,depois,de alguma maneira diabólica sorriu,e ficou de pé,minha cabeça começou a doer,meus braços tremiam,de repente,tudo escuro,negro,e sem fim,eu acordei,estava na minha cama,ainda com fortes dores de cabeça e com ardência nos olhos,até ali achei que era um sonho,até ali.
    Ao me levantar e caminhar a porta,uma mariposa,negra,de olhos negros,com um entalhe de uma caveira atravessando suas asas pousa em meu braço,tentei afasta-la com um tapa,ela se desmanchou como névoa em meus dedos,como uma ilusão,mas sentia algo ruim ao toca-la,como de uma dor,como de um machucado,mas não doia em lugar algum,apenas em minha mente.Percebi que haviam várias voando por ai, entre essas mariposas ngras,algumas brancas pairavam entre elas,ao tocar nelas,eu sentia algo bom dessa vez.Achei que fosse da minha mente,caminhando até a porta,vi mais dessas mariposas sobre minha mãe,várias delas,misturadas.Perguntei a minha mãe sobre aquilo,como esperado,ela disse que não via nada,eu não estava assustado,pelo contrário,estava calmo,como se tudo fosse normal,mas as coisas só ficavam estranhas.
    Me arrumei para a escola,as mariposas pareciam normais pra mim,sai de casa,ai eu vi,eu vi as piores coisas do mundo.Um homem bêbado,morador de rua,deitado sobre a calçada,rodeado de monstros,demônios,sombras,o que fosse aquilo,eram negros,mais negros que tudo,seus olhos seram vermelhos,eles seguravam correntes,estas atadas ao morador de rua,uma corrente prendia seu pescoço,e estava muito apertada,quase o sufocando,eu fiquei assustado,eles olharam pra mim,sorriam e agitavam a corrente,como se estivessem tentando me assustar,como um cão de rua.Eu corri rápido entre as ruas,eu precisava chegar a escola,tinha prova naquele dia,eu corria entre aquelas ruas esburacadas da minha vizinhança,eu via de relance pessoas como tais antes,umas com muitos daqueles demônios,outras com pouco,outras com mariposas apenas e outras com tudo,com correntes enormes atadas ao pescoço de uma maneira cmo se quase atravessasse ele,essas por sua vez eram pessoas de alta classe,infortunos e idosos.
    Cheguei a escola,ignorando tudo,ignorando tudo aquilo,quase explodindo por dentro,chorando algumas lágrimas,ouvindo vozes,eu ignorei tudo,fiz a prova e sentei,tentei me acalmar,lendo um livro,pensava que eram ilusões,mesmo aquela altura,a mariposas não me encomodavam,apenas aqueles monstros,puchadores de correntes.
    Eu não conseguia para de pensar naquilo,eu via eles me olhando,sorrindo pra mim,agitando adesmaies correntes susurrando nos meus ouvidos,até que senti,uma corrente começou a apertar meu pescoço,nessa hora eu desmaiei,acordei 10 segundos depois,ele passaram a me ignorar,mas ainda sim susurravam coisas que eu não entendia.Voltando pra casa,com os fones no máximo,tentando esquecer,eu vi,minha amiga atrvessar a rua,quando ela tocou no faixa de pedrestes,aqueles demônios pucharam a corrente em seu pescoço,como se fosse decepa-la,mais demonios apareciam em volta dela,puchando todas as correntes,um caminhão,desgovernado,cheio de correntes e demonios,todos riam e gozavam,eu gritei o mais alto que pude,ela conteu o passo,os demônios lamentaram,o caminhão passou na frente dela,quase a atingindo.
    As correntes ficaram frouxas,alguns demônios sumiram,mas minha corrente se apertou,outros demônios começaram a me perseguir.
    Ela veio falar comigo,e disse que por pouco não foi atropelada,perguntou por que eu mechia tanto no meu pescoço,como se algo tivesse incomodando.Eu respondi que não era nada demais,mas sabia que aquela corrente apertava forte demais.Voltamos juntos,ela se despedia e ia pra casa quando ouço umk som,um grito de socorro,num beco escuro e esquecido vi,um homem,cercado por milhares de demônios e uma senhora,que ficava com sua corrente cada vez mais apertada,o homem queria sua bolsa,eu não me movi,estava com medo,medo de que se eu fizesse algo,poderia morrer.O homem pucha a bolsa,mas a senhora grito,todos aqueles demônio riem muito alto e forte,puchando com mais força,e percebi que meus demonios,alguns deles largavam a corrente e iam puchar as correntes daquela senhora,a corrente em meu pescoço ficava mais frouxa,eu fechei os olhos e continuei,ouvi um tiro ecoar por entre o beco e a rua,o povo se assustou e correu para ver o que tinha ocorrido.Eu apenas segui em frente.
    Chegando em casa transtornado,com meus olhos ardendo,me sentia observado,comecei a chorar,gritei para que aquilo parasse,ouvi um riso ao fundo,minha corrente ficou muito apertada,muitos risos em volta,estava sufocando,quando tudo se escureceu,e se tornou um grande vazio.
    Acordei no hospital com minha mãe chorando,não via mais aquels demônios,não ouvia mais nada,estava apenas em choque.Depois de um tempo voltei para casa e tomei vontado por escrever,acho que entendo o que era aquilo,os demônios,as correntes,eram como sonhos destruidos,como oportunidades passadas,como atos que mudavam a vida,tudo erqa uma troca equivalente,se eu salvo alguem,os demonios que a levariam para a morte,viriam para diminuir minha vida e vice-versa,não sei mais do que isso,não sei se tudo foi um jogo,nem porque eu podia ve-los,só sei que eles nunca siram da minha cabeça,de vez em quando ainda me sinto observado,e eu agora paro pra pensar nas consequencias antes de cada ação minha

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